|
A BMW continua activa na renovação das gamas, apostando,
em duas , vertentes sagradas: elegância e dinamismo. O exemplo mais recente
desta abordagem chama-se Série 6 Coupé, modelo com chegada a Portugal marcada para
15 de Outubro.
Nesta geração os papeis inverteram-se, pois a carreira da
gama arrancou com o descapotável de 2+2 lugares. E a família ganhará 3º
elememto no próximo ano. Com o lanzamento de berlina de 4 portas que competirá
com o Mercedes CLS.
O Série 6 Coupé é belíssimo exerciso de estilo. Tão grande
poder de sedução deve-se à imagem elegante e desportiva. Comparado com o seu predecessor, éste , carro com
corpo de atleta é 74 mm mais comprido, 39 mm mais largo e 50 mm mais baixo, visualmente, destacam-se as
linhas, vincadas do capot, que terminam, em grelha muito expressiva e vistosa,
e os grupos ópticos estreitos e
esticados, estreiam faróis adaptativos com tecnologia LED. E a imagem pode tornar-se
ainda mais musculada com pacote da M. Convencidos com o que os nossos olhos
viam, subimos a bordo e, aí confrontámo-nos com o primeiro passo atrás: a forma
descendente do tejadilho e a menor altura penalizam a acessibilidade. O
interior do coupé, com 4 lugares, é requintado, tem revestimentos de óptima
qualidade e está muito bem equipado. Principalmente em matéria de elementos de
segurança passiva e ápios electrónicos á condução, embora existam demasiados itens
opcionais. Como a distância aumentou 75 mm. a habitabilidade progrediu sobretudo
no espaço para as pernas atrás, que se pode considerar aceitável. A mala
cumpre os requisitos mínimos três sacos de golfe cabem.
Ao design apurado junta-se a técnica sofisticada. O Série 6Coupé
conta com dois motores a gasolina, ambos com injecção directa e sistema TwinPower
Turbo.
A pesar de ser carro com tracção às rodas traseiras (só o
potente 650i pode beneficiar da tecnologia Xdrive) e dos respeitáveis 320 cv, a
condução não coloca quaisquer dificuldades. Esta qualidade deve-se ao facto de
o Série 6 Coupé apresentar chassis extremamente equilibrado, enorme rigidez
estrutural (aumentou 53%) e vários sistemas de ajuda à condução, destacando-se
a regulação variável do comportamento dinâmico, que tem três modos de acção:
Confort, , Sport e Sport
Conduzindo
em auto-estrada, na Alemanha, foi-nos permitido andar a velocidades elevadas e
sempre com níveis máximos de estabilidade e segurança. De resto, quase não
demos pelo disparo do ponteiro do velocímetro (acelerámos em zonas sem
limites...). Já nas estradas mais sinuosas confirmámos a eficácia do carro em
curva, sem quaisquer desvios das trajectórias definidas (nem um milímetro).
Todas as transferências de massa são muitíssimo bem assimiladas pelas
elaboradas suspensões em alumínio, no programa Sport+. A vida do condutor está
de tal forma facilitada que, mesmo sem controlo de estabilidade, no modo
Sport+, sente-se só ligeira deriva da traseira quando aceleramos a fundo à
saída das curvas, efeito controlável com doseamento correcto do acelerador. É
preciso sermos muito persistentes (ou algo inconscientes) para o Série 6 perder
a compostura. A direcção é consistente e garante boa percepção da estrada,
enquanto os travões demonstraram potência e resistência
"In AutoFoco"
|