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O Wind é 23 centímetros mais comprido que um Twingo, modelo que lhe empresta a estrutura e os traços principais do designo No entanto, foi desenvolvido com o contributo fundamental da Renault Sport, o que implicou a introdução de detalhes de estilo como a secção dianteira bem mais agressiva do que num Twingo, com o logo central bem baixo e integrado numa "nervura" distante do capot. Os faróis têm uma tonalidade azulada, tipo néon. Atrás verificam-se as maiores diferenças, de tal modo que, à primeira vista, o Wind até parece ter mais de Mégane do que de Twingo. Quanto ao habitáculo, O dado mais importante a reter é o facto de ter apenas dois lugares e dispensar os assentos posteriores que, regra geral, de pouco servem. É por isso que a Renault lhe chama "coupé-roadster" em vez de "coupé-cabriolet': O detalhe mais interessante deste Renault Wind está no tejadilho (ler caixa acima), que recorre a uma solução antes vista no Ferrari Superamérica, nesse caso desenvolvida pela Fioravanti: trata-se de um tejadilho que báscula para se arrumar no compartimento posterior, assentando em cima de dois suportes para que não prejudique a capacidade de carga. Vale isto por dizer que o Wind tem 270 litros de capacidade da bagageira, independentemente da capota estar aberta ou fechada. As vendas do Wind deverão arrancar a tempo de dar as boas-vindas ao Verão, sendo o mercado francês o primeiro contemplado. Quanto a nós, é ainda uma incógnita, mas a ideia da Renault Portugal é ter o modelo disponível para encomenda. Por enquanto, desconhecem-se motorizações e preços, mas admite-se que, pela orientação desportiva do modelo, a Renault venha a lançá-lo com o 1.6 de 133 cv do Twingo RS. Nesse caso, não será difícil concluir que os preços em Portugal estarão, seguramente, acima dos vinte mil euros.
O SISTEMA ELECTRICO de abertura da capota acaba por ser o detalhe mais original deste "coupe-roadster" da Renault o painel que constitui o tejadilho em si encosta, a frente, ao arco do pára-brisas e esta, atrás, encaixado em dois "pivots" que rodam sobre o próprio eixo. Quando se acciona o sistema, o tejadilho báscula então sobre o eixo de encaixe posterior, passando por cima do arco de segurança e do óculo posterior - ambos são fixos, independentemente da posição da capota - e arrumando-se a si próprio no compartimento posterior, dimensionado a medida. A ideia e excelente e lembra-nos o que a Fioravanti fez para o Ferrari Superamérica, com a diferença de que este tejadilho ira ser produzido numa larga escala, enquanto no 575 esteve remetido a uma serie de meio milhar de unidades. Ao dispensar vários painéis, que por sua vez teriam que se articular e arrumar por partes na bagageira, o Wind consegue manterdimens6es compactas (devera manter-se relativamente leve) e será rápido, pois o tejadilho "arruma-se" em apenas 12 segundos. A bagageira leva 270 litros (quase o mesmo que um Clio) esteja o tejadilho posto ou recolhido.
"In AutoHoje"
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