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Com a prata tecnológica do Grupo VW a juntar-se às linhas agressivas do Ibiza, a Sseat pode agora carimbar mais um passaporte da tarimba desportiva de que tanto se orgulha.
Os novos Ibiza FR (disponível com carroçaria de 5 portas ou SC) e Cupra (apenas SC), bem como o pacote estético Bocanegra (ver fotolegenda) chegam em Setembro e reúnem ingredientes necessários para reacender a chama no segmento dos utilitários.
A base do sucesso está no motor 1.4 TSI que conjuga injecção directa a gasolina com tecnologia de dupla sobrealimentação (compressor nos baixos/médios regimes e turbo nos médios/altos) para espevitar os cada vez mais desaparecidos pequenos desportivos. O FR arranca 150 cv, ao passo que o Cupra, dispara até os 180 cv. Mais 10 cv que o motor original da VW, fruto da subida do regime de alcance da potência máxima (passou das 6000 para as 6200 rpm) e ligeiro aumento da pressão ao turbo (de 2 para 2,150 bar).
Em termos mecânicos existem mais motivos de interesse. Ambas versões estão apenas associadas à caixa DSG de 7 velocidades, sempre com patilhas no volante de série (!), o que incendeia a áurea desportiva e permite, juntamente com a electrónica, rejubilar a sonoridade no momento das passagens de caixa. Nas ligações ao solo, os técnicos realizaram trabalho de rebaixamento da carroçaria (5mm no FR e 10 mm no Cupra), bem como endurecimento das molas dianteiras (20% no FR e 35% no Cupra) e traseira, além do aumento do diâmetro da barra estabilizadora.
O certo é que estas versões mais espigadas têm de cativar atenções logo no exterior, onde estão bem vistosas por pára-choques volumosos e redobrada presença de entradas de ar. Atrás, o FR tem dupla saída de escape à esquerda, ao passo que o mais explosivo Cupra se apresenta com saída central. As capas dos espelhos retrovisores (cinza no FR e preto brilhante no Cupra) são apenas mais um dos pormenores diferenciadores das duas feras, o mesmo se passando com as jantes em liga de 17 polegadas, prateadas no FR e titânio Cupra. Atenção: as jantes merecem redobrada atenção nas manobras de estacionamento, junto dos passeios, por estarem saídas da face da roda…
Vamos acelerar!
As mãos não precisam de sair do volante. Ao sabor das curvas e da crescente adrenalina, as pontas dos dedos tratam das (rápidas) passagens de caixa, sendo que os braços podem gerir movimentos rápidos. Facilmente aceites por estes desportivos.
Com os 180 cv do Cupra, o ritmo sobe de forma alucinante, com boa precisão de trajectória e motricidade excepcionalmente domada à custa do efeito autoblocante permitindo pela electrónica do sistema XDS estreando nos recentes Leon FR e Golf GTI. Na condução, o FR só se diferencia pela taragem mais suave da suspensão, o que torna o carro um pouco mais volátil às oscilações do piso ou às transferências de massa. Ainda assim, nos dois casos, o Ibiza mantém-se muito estável e fácil de levar.
Falta-lhe um pouco do tacto mecânico do Clio RS, ou ainda a agilidade direccional de um Mini Cooper S, mas o Cupra é uma referência em matéria de eficácia! Os travões tendem a cansar-se um pouco, sendo exepção o sistema Seat Sport, opcional para o Cupra.
Quem se lembra dos anteriores Ibiza FR ou Cupra vai ficar agradado com os novos acertos de suspensão que, embora firmes, são tolerantes numa utilização diária. O mesmo se passa com as duas versões do bloco 1,4 TSI, muito lineares e rápidas a talhar regime. Apenas lhes falta um pouco de alma na zona final do taquímetro, mas são os óbices dos motores de baixa cilindrada, que permitem consumos aceitáveis para as performances em jogo.
"In AutoFoco"
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